Como funcionam as sessões baseadas em ABA?

Atender crianças com autismo sob a ótica da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) exige o uso de protocolos que não apenas identifiquem atrasos, mas que também funcionem como guias curriculares.

6/16/20262 min read

Como funcionam as sessões baseadas em ABA?

Atender crianças com autismo sob a ótica da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) exige o uso de protocolos que não apenas identifiquem atrasos, mas que também funcionem como guias curriculares. Em ABA, o objetivo da avaliação é descobrir exatamente quais comportamentos-alvo precisam ser desenvolvidos ou reduzidos para criar o Plano de Ensino Individualizado (PEI).

Se a sua demanda inicial envolve o atendimento de crianças muito pequenas (entre 1 e 4 anos), os protocolos de intervenção precoce naturalística são fortemente indicados, tais como o Denver ESDM por exemplo, que possui princípios semelhantes à ABA, embora, tenha uma metodologia de avaliação e intervenção distinta.

Na prática de ABA, antes de conseguir ensinar qualquer habilidade nova, você precisará manejar comportamentos que competem com o aprendizado, como birras severas, agressividade ou estereotipias intensas. Para isso, além de uma boa anamnese, você precisa fazer:

· Análise de Barreiras (Subteste do VB-MAPP): Identifica 24 barreiras comuns ao aprendizado (problemas de comportamento, dependência de ajuda, dificuldades de generalização, hiperatividade, etc.).

· Análise Funcional do Comportamento (FBA - Functional Behavioral Assessment): Não é um protocolo fechado, mas sim, um procedimento fundamental em ABA, envolvendo entrevistas com os pais, observação direta para descobrir a função de um comportamento inadequado antes de desenhar o plano de manejo. Um dos modelos de Análise Funcional é a coleta de dados ABC: Antecedente, Comportamento, Consequência (Antecedent – Behavior – Consequence), amplamente utilizada.

· Você pode, então, estruturar a sessão baseada em ABA, da seguinte forma:

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1. Anamnese e Triagem com os Pais: Sessão 1.

Entrevista detalhada focada no desenvolvimento da criança, histórico médico, principais queixas da família e análise de autonomia básica (escalas de relato, tais como, o M-CHAT ou Vineland-3 ajudam muito aqui).

2.Observação Clínica Livre: Sessões 2 e 3.

Sessões lúdicas com pouca demanda direta. O objetivo é estabelecer o seu vínculo afetivo com a criança (pareamento) e observar o que ela gosta de brincar (identificação de potenciais reforçadores).

3.Aplicação do Protocolo Alvo: Sessões 4 a 6.

Insira as demandas do protocolo escolhido (como o VB-MAPP, ABLLS-R, Socially Savvy...) no meio das brincadeiras, para testar: quais habilidades a criança já tem consolidadas, quais faz com ajuda e quais ainda não pontua.

4. Elaboração do Plano de Ensino Individualizado (PEI) e Início das Intervenções

Com os gráficos gerados pelo protocolo, nas planilhas de correção da Planilha e Cia, transforme os pontos em que a criança falhou nas primeiras metas do Plano de Ensino Individualizado (PEI) e apresente o cronograma de treino para a família.

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Dica de ouro: a evolução da criança ao longo das intervenções precisa ser acompanhada por novos gráficos, cálculos e tabelas, com o percentual de acertos dos treinos, para que o profissional apresente o desenvolvimento da criança aos familiares, e ainda, consiga replanejar novas intervenções, a curto, médio e longo prazo. As planilhas da Planilha e Cia se aplicam para as etapas de correção e acompanhamento das sessões da criança, e geram todos estes gráficos, tabelas e cálculos referentes aos protocolos e instrumentos.

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